Mochilóbook

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Mudamos

 
Depois de uma travessia no deserto, ainda que tardiamente, chegamos à conclusão que o mochilismo não é para nós!
Adeus!!!
 




quinta-feira, 28 de março de 2013

Gostos não se discutem

Umas são verdadeiras
Outras falsas
Umas rijas
Outras seguram-se com alças
Há as redondinhas
E as mais compridas
Umas empinadas
Outras descaídas
Há quem as goste de exibir
Ou só de as mostrar em privado
Uns gostam delas grandes
Nós gostamos de as ver em todo o lado...

quarta-feira, 27 de março de 2013

Que cena


Dizem que a tradição já não é o que era, os jovens não respeitam os velhos, estes que estão esquecidos num canto qualquer, e passam os dias sozinhos sem interagir com ninguém. Não podemos acreditar em tudo que nos dizem, devemos investigar e certificar que assim é, ou não.
Tomei a decisão, vou à encenação da vida, para isso escolhi um bom lugar, esperei que as luzes se ligassem e que os personagens aparecessem. Fui procurar um palco movimentado, para poder tirar um maior proveito, para no fim, estar com a alma cheia e todas as teorias estivessem, ou não, comprovadas. Vi jovens e menos jovem, entrarem em cena, centrei-me na interacção dos personagens, momentos dramáticos cruzam-se com comédia, uma lágrima aqui, um sorriso acolá, tudo se passa a um ritmo intenso. Jovens que passam sozinhos, outros em grupo, sorrisos estampados na cara cruzam-se com a angústia do passar do tempo. Como espelho, mas com umas rugas a mais, passam velhos, que mesmo sozinhos, sorriem para quem com eles contracena, procuram deixar uma palavra sábia para ajudar no enredo, passam também de mão dada com a força da vida.

Cada cena é única, não se repete. Resolvo sair a meio, para mim chega, tenho de correr para casa, partilhar com o Mundo o que vi, pego na Mochila e corro, cada vez mais rápido, é urgente partilhar, ninguém pode ficar indiferente à cor, aos cheiros, à musica, tudo nos faz participantes desta história.
Afinal, não abandonamos só os velhos, também os jovens, por vezes representam sozinhos as cenas, que o encenador lhes propõe. Os argumentos contemporâneos são misturas explosivas, que misturam euforia com solidão, alinhando o bem com o mal.

O final é deixado ao critério do espectador, pelo encenador. Podemos reescrever a cena em cada momento, a apresentação não é fechada, estamos sempre a tempo de criar uma cena nova, e no fim não acabarmos sozinhos.
Deixo para já isto assim, proponho que escrevam qualquer coisa para completar o argumento.
Eu por mim… Gosto de finais felizes.


sexta-feira, 22 de março de 2013

Historia, recomeço e a Mochila.


Estamos próximos ao fim de semana, dias de descanso e reflexão, que me fala em perdoar e recomeçar.

Estes sentimentos, fazem-me lembrar e querer partilhar, a história do Zé.

Resumidamente, o Zé, é um rapaz de família, bom aluno(sempre foi estudioso), com uma grande consciência do bem comum. O Zé, fez o seu curso superior, com enorme facilidade (estuda todos os dias, Domingo inclusive), começou cedo a trabalhar, para o bem de quem o rodeia. A consciência Ambiental, foi uma marca forte, na vida deste nosso “herói”, durante largo tempo, tudo fez, para que o enquadramento, fosse o mais favorável…

O dom da palavra e de agregar à sua volta, é uma marca indelével, na sua forma de ser e estar. É um líder, a vida proporcionou-lhe, o poder de conduzir, destinos diversos e alargados, casou amores e ódios, podemos admitir, que não teve o melhor dos desempenhos e que ainda hoje, muita gente sente isso na pele. Deixou de estar presente, o seu gosto pelo estudo e ancia de conhecimento, levaram-no a procurar ensinamentos, por terras longínquas. O amor a ciência e as letras, fizeram com que, sozinho se sacrifica-se, com uma vida austera, em paragens tão agrestes e distantes.

Ora, é aqui que entra o perdão e o recomeço. Um amigo, quis dar ao Zé, a oportunidade de recomeçar, algo que todos temos direito e porque não dizer, o dever. Chamou-o para junto dos seus e pediu, que partilhe o conhecimento, que de forma tão nobre e estoica, adquiriu. Contudo, muitos ainda não preparados, para um recomeço do Zé e não querem vê-lo a brincar de novo na nossa rua. Eu, confesso que qual “Velho do Restelo”, também fui contra num primeiro instante, a que voltasse a partilhar a vida connosco. Mas a minha consciência e forma de ver a vida, leva-me a dizer ao Zé, para voltar. Até porque ele, não é o único “menino” fez asneira.

Há uma coisa, com a qual não estou de acordo… O zé pode voltar, mas não precisa pousar a Mochila, no meio do recreio, em hora de intervalo e pôr-se a gritar as suas ideias, para todos ouvirem.

Chegou a Primavera, peguem na mochila e vão conviver. Bom fim de semana.

quinta-feira, 21 de março de 2013

B. Augusta


“E quê, tá tudo?”*

Quando penso em Braga, vem-me logo à ideia, a Universidade, o “Enterro da Gata”*, noitadas, miúdas, copos e as guerras dos adeptos do Braga.

Com base nesse pensamento diria então que só vale a pena ir a Braga por causa das gajas, para apanhar bebedeiras e andar à porrada, ou como se diz no estrangeiro, Sex, Drugs & Rock n’ Roll.
No entanto, agora da terra do “desandador”* e da “pasta de chocolate”*, surge uma novidade…

Uns putos “begueiros”*, estudantes do secundário que queriam “fazer a pomba”*, tiveram a ideia de criar uma mochila virtual.
O conceito tradicional de Mochilista não é para eles, e como não querem andar de mochila às costas, desenvolveram aquilo a que apelidaram de Virtual bag.
Basicamente é uma plataforma que substitui a mochila tradicional, onde os cadernos, livros, fichas de avaliação, réguas e calculadoras, ficam à distância de um clique.

Como hoje em dia a criançada é toda muito emancipada, criaram logo uma empresa, e mandaram-se para concursos internacionais. Como se isso não bastasse, ainda se fartaram de ganhar prémios.
A Big Bang Enterprise, ganhou o prémio de melhor empresa, numa feira que reúne empresas de toda a Europa e que decorreu na Letónia, a Ja-Ye Europe Trade Fair (Júnior Achivement – Young Enterprise).

Num concurso que decorreu de 13 a 15 de Março de 2013, eles foram distinguidos com as melhores classificações nas categorias de, produto mais inovador, melhores vendas, melhor stand e melhor perfil internacional.

Apenas o futuro dirá se vão singrar com este produto, mas pelo menos já provaram “que são de Braga”*, ao deixar a porta aberta para um maravilhoso mundo novo, cheio de oportunidades.
 




* Expressões típicas de Braga, apenas para “connoisseurs”.